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Aviso à População
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         1) SITUAÇÃO

O estado do tempo será influenciado pelo enfraquecimento do anticiclone, associado à aproximação da depressão, centrada entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira, que deverá condicionar o tempo para a Madeira e Porto Santo até ao início da próxima semana.

Prevê-se um agravamento das condições meteorológicas a partir de amanhã, dia 17 de março (terça-feira), pelo menos até ao próximo dia 20 de março (sexta-feira), nomeadamente:

  • Períodos de céu muito nublado, com ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada na Costa Norte, Costa Sul, Regiões Montanhosas e na ilha do Porto Santo.

 

  • Precipitação de neve acima dos 1400/1500 metros de altitude nos dias 18 (quarta-feira) e 19 (quinta-feira).

 

  • Vento forte de oeste/sudoeste, a aumentar a partir do dia 18 (quarta-feira) moderado a forte com rajadas até 70 km/h e até 90 km/h nas terras altas. No dia 20 (sexta-feira), em especial durante a manhã, aumento temporário do vento de sul/sudoeste com rajadas até 90 km/h podendo atingir 130 km/h nas terras altas.

 

  • Agitação marítima a partir da tarde de dia 18 (quarta-feira), com ondas de noroeste com 4 a 5 metros na Costa Norte e parte oeste da Costa Sul da Madeira e do Porto Santo. Na Costa Sul, são esperadas ondas de sudoeste na Costa Sul da Madeira e do Porto Santo a partir do dia 20 (sexta-feira), quando se prevê um novo agravamento com ondas de 5 a 6 metros e altura máxima até 10 a 12 metros, diminuindo gradualmente durante a tarde.


  •  2) EFEITOS EXPECTÁVEIS

Em função das condições meteorológicas previstas é expectável:

  • Possibilidade de queda de ramos ou árvores, com eventual afetação das infraestruturas de comunicações e energia.
  • Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, bem como o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, devido a episódios de vento forte, podendo provocar acidentes com veículos em circulação ou com transeuntes na via pública.
  • Piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água.
  • Ocorrência de inundações em zonas urbanas.
  • Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.
  • Desmoronamento de muros de suporte ou taludes.
  • Galgamentos costeiros.
  • Queda de neve.

 

       3) MEDIDAS PREVENTIVAS

 

O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

  • Adotar medidas de autoproteção adequadas e planear as deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.
  • Garantir a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objetos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas.
  • Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas.
  • Adotar cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores por ação do vento forte.
  • Adequar comportamentos e atividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afetadas.
  • Respeitar as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas.
  • Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.
  • Ter especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras.
  • Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias e formação de gelo.
  • Evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
  • Não circular em vias afetadas pela acumulação de neve.
  • Respeitar as interdições dos acessos às zonas com neve.
  • Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
  • Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira.

  • Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil nas redes sociais e aplicação e das Forças de Segurança.

 

 

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