1. SITUAÇÃO
Na sequência do comunicado anterior, prevê-se um agravamento das condições meteorológicas a partir da tarde de hoje, dia 19 de março (quinta-feira), pelos menos até ao dia 20 de março (sexta-feira), nomeadamente
- Aguaceiros, por vezes fortes, que podem ser de granizo e acompanhados de trovoada na Costa Norte, Costa Sul, Regiões Montanhosas e na ilha do Porto Santo.
- Precipitação de neve, acima dos 1200 metros de altitude, subindo gradualmente a cota para os pontos mais altos da ilha da Madeira a partir da tarde de hoje, dia 19 de março (quinta-feira).
- Vento forte do quadrante oeste, com rajadas até 70 km/h e até 90 km/h nas terras altas, a aumentar temporariamente para rajadas até 85 km/h, que podem atingir os 110/120 km/h nas terras altas. Diminuindo gradualmente a intensidade a partir da manhã de dia 20 de março (sexta-feira).
- Agitação marítima, com ondas de noroeste com 4 a 5 metros na Costa Norte e Porto Santo. Na Costa Sul, parte oeste, são esperadas ondas de sudoeste com 4 a 5 metros.
2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
Em função das condições meteorológicas previstas é expectável:
- Possibilidade de queda de ramos ou árvores, com eventual afetação das infraestruturas de comunicações e energia.
- Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, bem como o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, devido a episódios de vento forte, podendo provocar acidentes com veículos em circulação ou com transeuntes na via pública.
- Piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água.
- Ocorrência de inundações em zonas urbanas.
- Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.
- Desmoronamento de muros de suporte ou taludes.
- Galgamentos costeiros.
- Queda de neve.
3. MEDIDAS PREVENTIVAS
O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
• Adotar medidas de autoproteção adequadas e planear as deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.
• Garantir a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objetos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas.
• Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas.
• Adotar cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores por ação do vento forte.
• Adequar comportamentos e atividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afetada
• Respeitar as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas.
• Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.
• Ter especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras.
• Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias e formação de gelo.
Evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
• Não circular em vias afetadas pela acumulação de neve.
• Respeitar as interdições dos acessos às zonas com neve.
• Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
• Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira.
• Evitar deslocações desnecessárias enquanto persistirem as condições adversas.
• Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil nas redes sociais e aplicação e das Forças de Segurança.










