- SITUAÇÃO
De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), devido à aproximação de uma ondulação frontal associada a uma depressão complexa centrada na região dos Açores, prevê-se um agravamento das condições meteorológicas na Região Autónoma da Madeira nos próximos dias, nomeadamente ao nível da precipitação, do vento e da agitação marítima. Prevê-se, assim:
Precipitação – A partir de hoje, prevê-se a ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, na costa sul e nas regiões montanhosas. Nos dias 7 e 8, prevê-se precipitação, por vezes forte e persistente, podendo ser acompanhada de trovoada. Após a passagem da ondulação frontal, deverão manter-se os aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, até dia 9 de novembro.
Vento – A partir de sábado, dia 7 de novembro, prevê-se um aumento da intensidade do vento de sul/sudoeste, soprando de moderado a forte, com rajadas que poderão atingir os 90 km/h na costa norte, costa sul e Porto Santo; e os 110 km/h nas terras altas. A partir da tarde de dia 8, prevê-se um enfraquecimento gradual do vento, mantendo-se, no dia 9, a possibilidade de rajadas até 70 km/h nas terras altas.
Agitação Marítima – A partir do dia 7 de novembro, prevê-se um aumento gradual da agitação marítima na costa sul, com ondas de sudoeste que poderão atingir os 4 metros nos dias 8 e 9. Na costa norte, são esperadas ondas de noroeste com 1 a 2 metros, aumentando gradualmente a partir do dia 8, podendo atingir os 3 a 4 metros.
- EFEITOS EXPECTÁVEIS
Em função das condições meteorológicas previstas é expectável:
- Possibilidade de queda de ramos ou árvores.
- Piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água.
- Ocorrência de inundações em zonas urbanas.
- Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.
- Galgamentos junto à orla costeira.
- Desmoronamento de muros de suporte ou taludes.
- Possíveis acidentes na orla costeira.
- MEDIDAS PREVENTIVAS
O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, pelo que se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
- Adotar medidas de autoproteção adequadas e planear as deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.
- Garantir a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objetos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas.
- Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas.
- Adotar cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores.
- Adequar comportamentos e atividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afetadas.
- Respeitar as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas.
- Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.
- Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias.
- Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas historicamente mais vulneráveis galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais.
- Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte.
- Evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
- Especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras.
- Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil nas redes sociais e aplicação e das Forças de Segurança.









