O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM (SRPC, IP-RAM), em articulação com a Federação de Bombeiros da Região Autónoma da Madeira e as Associações Humanitárias de Bombeiros, abriu um concurso externo dirigido à sociedade civil para o recrutamento de 42 novos postos de trabalho de Bombeiro Especialista, concretizando a medida anunciada na última reunião do Conselho Regional de Bombeiros e integrada este ano no atual modelo de financiamento numa parceria entre o Governo Regional e os Municípios.
As vagas destinam-se a futuros especialistas com competências nas áreas da emergência pré-hospitalar e das comunicações de emergência, encontrando-se distribuídas equitativamente pelas sete Associações Humanitárias de Bombeiros, com um reforço de seis operacionais por Corpo de Bombeiros.
Os candidatos, podem indicar, por ordem de preferência, os locais onde pretendem integrar a estrutura operacional. A colocação será efetuada de acordo com a classificação final obtida e com a ordem de preferência manifestada. O procedimento de recrutamento centralizado, assinado pelo Comandante Regional, Richard Marques, foi publicado no dia 7 de agosto de 2026 e decorre durante 10 dias úteis.
Os candidatos selecionados no exigente processo de recrutamento e que fiquem aprovados nas diferentes provas de ingresso, percorrem um percurso formativo diferenciado de 300 horas de contacto direto e um período probatório em contexto real de trabalho que permitirá desempenhar a função de Tripulante de Ambulância de Socorro.
A Secretária Regional da Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, considera que o reforço de 42 Bombeiros Especialistas na área da emergência pré-hospitalar representa “mais um passo decisivo na capacitação operacional dos Corpos de Bombeiros da Região Autónoma da Madeira”, numa área que concentra mais de 80% da atividade operacional destas entidades.
“Ao investirmos e qualificarmos profissionais para a resposta à emergência pré-hospitalar, estamos a reforçar a capacidade de socorro, assegurando uma resposta cada vez mais rápida, diferenciada e eficaz às necessidades da população. Este investimento traduz o compromisso do Governo Regional com a segurança dos madeirenses e porto-santenses, consolidando um modelo de financiamento desenvolvido em parceria com os municípios que garante às Associações Humanitárias de Bombeiros uma estabilidade e sustentabilidade financeira sem paralelo no contexto nacional.”
Quem se pode candidatar
O concurso está aberto à qualquer cidadão e exige, entre outros requisitos, idade igual ou superior a 18 anos, 12.º ano de escolaridade ou habilitação equivalente, aptidão física e psicológica para o exercício das funções e carta de condução da categoria B, sendo valorizado o averbamento do Grupo 2.
O processo de seleção compreende uma prova de robustez física, avaliação médica e psicológica e uma entrevista profissional de seleção.
Após a celebração do contrato, os candidatos admitidos frequentarão uma formação de ingresso, condição indispensável para o exercício das funções de Bombeiro Especialista. Com especial enfoque nas técnicas de emergência médica e nas comunicações de emergência, esta formação habilita os formandos ao desempenho das funções de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS), assegurando a aquisição das competências técnicas e operacionais necessárias para integrar os Corpos de Bombeiros da Região Autónoma da Madeira e prestar uma resposta qualificada, rápida e eficaz no âmbito da emergência pré-hospitalar.
O aviso integral do procedimento concursal, bem como o formulário de candidatura, os requisitos, a documentação necessária e os métodos de seleção, encontram-se disponíveis no sítio eletrónico do Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM, em https://www.procivmadeira.pt/pt/bombeiros-menu/recrutamento-ahb-da-ram.html


O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM (SRPC, IP-RAM) vai iniciar o processo de operacionalização do novo Sistema Regional de Monitorização e Comunicação de Risco, de Alerta Especial e de Aviso à População, criado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 12/2026/M.
O novo enquadramento representa uma evolução significativa do Sistema de Alerta Regional implementado em 2025, permitindo à Região Autónoma da Madeira dispor de um modelo integrado para a monitorização dos riscos e para a comunicação de alertas aos atores técnicos e operacionais do Sistema de Proteção Civil e de aviso à população perante a iminência ou ocorrência de acidentes graves ou catástrofes.
Coordenado pelo SRPC, IP-RAM e assente no Sistema Regional de Proteção Civil, este modelo estabelece um fluxo integrado de informação entre as autoridades de proteção civil, os Agentes de Proteção Civil e as entidades técnico-científicas responsáveis pela monitorização e comunicação de riscos. Simultaneamente, reforça o dever de disponibilização de informação relevante proveniente dos sistemas de vigilância, previsão e deteção existentes na Região, em apoio aos processos de decisão operacional.
O diploma clarifica igualmente a distinção entre Alerta Especial e Aviso à População.
Enquanto o Alerta Especial constitui um mecanismo interno dirigido aos intervenientes do Sistema Regional de Proteção Civil, destinado a reforçar a preparação, o estado de prontidão e a mobilização precoce de meios, o Aviso à População destina-se diretamente aos cidadãos, podendo assumir uma natureza preventiva ou de ação, através da divulgação de informação e de medidas de autoproteção adequadas à situação expectável ou em curso.
Outra das principais novidades consiste na integração dos Centros de Coordenação Operacional Municipal no circuito regional de aviso à população, reforçando a articulação entre as estruturas regionais e municipais de proteção civil e promovendo uma comunicação mais uniforme, coerente e eficaz.
O sistema passa ainda a prever um conjunto alargado de canais de difusão da informação, incluindo operadores de televisão e radiodifusão com atividade na Região Autónoma da Madeira, operadores de comunicações eletrónicas, aplicações informáticas, correio eletrónico, redes sociais, sirenes e outros dispositivos sonoros adequados à natureza da emergência.
Com este enquadramento legal, a Região Autónoma da Madeira passa igualmente a dispor de base jurídica para a utilização do envio de mensagens SMS como ferramenta oficial de aviso à população. Esta evolução permite ao SRPC, IP-RAM avançar para a fase seguinte do trabalho que tem vindo a desenvolver com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) e com os operadores de comunicações móveis.
A operacionalização desta funcionalidade implicará agora o desenvolvimento dos procedimentos de contratação das soluções tecnológicas necessárias e a celebração dos respetivos protocolos com os operadores, garantindo a plena integração com as soluções existentes a nível nacional.
O envio de avisos por SMS constituirá um meio complementar aos restantes canais de comunicação em contexto de emergência, reforçando a capacidade de contacto direto com a população, em determinada área geográfica, e a divulgação atempada de informação de segurança.
Numa fase posterior de evolução do sistema encontra-se igualmente prevista a implementação da tecnologia Cell Broadcast, distinta do envio tradicional de SMS, que permitirá difundir notificações de emergência mais rapidamente e de forma abrangente e resiliente.
A adoção desta tecnologia dependerá de uma implementação articulada entre a Região Autónoma da Madeira, a Região Autónoma dos Açores e Portugal Continental, assegurando uma solução nacional harmonizada e compatível, bem como da evolução necessária da infraestrutura tecnológica nacional.
No âmbito da operacionalização do sistema, o SRPC, IP-RAM elaborará os critérios de ativação e as normas técnicas de funcionamento, que serão posteriormente submetidos à apreciação e aprovação da Comissão Regional de Proteção Civil.
Por sua vez, os Serviços Municipais de Proteção Civil, em conjunto com as freguesias e demais atores locais têm um papel preponderante neste sistema, face à proximidade da população, na disseminação de informação pública, considerando os riscos específicos de cada parcela do território.
A informação às populações constitui um dos pilares fundamentais da Proteção Civil, sendo essencial garantir uma ligação permanente entre o dever das entidades públicas de informar e o direito dos cidadãos a conhecerem os riscos a que estão expostos e as medidas de autoproteção mais adequadas.
Num contexto em que os riscos naturais e tecnológicos assumem uma crescente complexidade, a Proteção Civil prossegue uma abordagem integrada, orientada para a prevenção, preparação, mitigação e resposta, reforçando a criação de comunidades mais informadas, capacitadas e resilientes.
Para a Secretária Regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, “a criação deste sistema representa um marco importante na evolução da Proteção Civil na Região Autónoma da Madeira, traduzindo o compromisso do Governo Regional em reforçar os mecanismos de prevenção, preparação e comunicação perante os riscos que afetam as nossas comunidades.”
“Num contexto em que o paradigma dos riscos está em constante transformação, com fenómenos cada vez mais complexos e exigentes, é fundamental continuar a investir numa Proteção Civil moderna, integrada e próxima dos cidadãos. Este novo modelo reforça a capacidade de antecipação e garante que a população dispõe de informação atempada e adequada para adotar comportamentos mais seguros, contribuindo para uma Região mais preparada e resiliente.”
Para o Presidente do Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM, Richard Marques, “a implementação deste sistema representa mais um passo na concretização da estratégia PROCIV MADEIRA 3.0. A Madeira tem sido confrontada com ocorrências de elevada
complexidade que evidenciaram a importância de uma atuação cada vez mais integrada entre todas as entidades e de uma comunicação eficaz com a população. A Proteção Civil não se esgota na resposta à emergência; começa muito antes, através da antecipação dos riscos, da informação aos cidadãos e da promoção de comunidades mais resilientes.”
“Este sistema reforçará o fluxo de informação entre as entidades responsáveis pela monitorização dos riscos, os Agentes de Proteção Civil e a população, garantindo que a informação certa chega às pessoas certas, no momento certo, contribuindo para uma resposta coletiva mais eficaz perante situações de emergência.”
1. SITUAÇÃO
O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM informa que, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os próximos dias serão marcados por temperaturas elevadas, tempo quente e seco, ausência de precipitação e valores baixos de humidade relativa do ar, sem recuperação noturna. Embora o vento se mantenha fraco a moderado (10 a 25 km/h), a conjugação do calor com a reduzida humidade da vegetação exige especial atenção.
Estas condições meteorológicas terão maior impacto a partir do dia de amanhã, 31 de julho, podendo prologar-se durante o fim-de-semana, contribuindo para um aumento do risco de incêndio rural sobretudo nas terras altas da ilha da Madeira.
Durante este período realiza-se também o Rali da Madeira 2026, que mobilizará um elevado número de espectadores, pelo que importa adotar comportamentos preventivos para minimizar os efeitos do calor e evitar a ocorrência de incêndios.
2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
• Eventuais incêndios rurais, num quadro que poderá dificultar as ações de supressão.
• Concentração de pessoas em áreas rurais e de lazer.
• Incremento do tráfego rodoviário fruto de movimentos da população durante o evento.
• Eventual aumento do número de acidentes rodoviários fruto deste movimento.
3.
MEDIDAS PREVENTIVAS
O SRPC, IP-RAM recomenda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente, a adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, observando a legislação em vigor, e tomando especial atenção às restrições impostas neste período mais crítico. Recomenda-se, assim:
Para quem vai assistir ao Rali:
• Respeitar sempre as indicações das autoridades e da organização, incluindo o espaço delimitado pelas fitas.
• Manter-se em zonas seguras e evitar locais proibidos ou perigosos (valetas, meio da estrada...).
• Estar atento, evitando comportamentos de risco perto das zonas de prova.
• Manter as crianças sob vigilância constante.
• Não levar animais.
• Evitar tudo o que possa provocar um incêndio no espaço rural.
• Recorde-se que as fogueiras e queimadas estão proibidas entre 1 de abril e 31 de outubro.
Recomenda-se ainda que a população em geral:
• Adote uma condução defensiva.
• Verifique o bom estado de funcionamento dos veículos.
• Cumpra a legislação em vigor no que respeita à ingestão de bebidas alcoólicas, aquando da condução e à utilização de telemóveis, durante a mesma.
• Caso detete um incêndio ou outra emergência, ligue o 112.
• Evitar, em espaço rural, a utilização de equipamentos que possam provocar faísca (motorroçadoras com discos, motosserras, tratores sem proteções de escape, cabeças destroçadoras de mato, rebarbadoras, máquinas de soldar, etc.).
• Evitar a prática de campismo em área florestal.
• Se utilizar os percursos pedestres classificados não se esqueça que as temperaturas elevadas aumentam o risco de desidratação e insolação.
• Esteja atenta às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil, Forças de Segurança e Autoridade de Saúde.
Face ao aumento das temperaturas:
• Evite sair de casa nas alturas de maior calor. Mantenha-se em zonas frescas.
• Mantenha-se hidratado com água ou/e sumo. Evite bebidas alcoólicas.
• Evite atividades com exposição direta do sol, incluindo exercício físico.
• Garanta a segurança das populações mais vulneráveis: crianças, idosos, grávidas e profissionais que trabalhem ao ar livre.
• Mantenha as persianas ou cortinas fechadas durante as horas de maior calor e abra-as durante a noite para permitir a ventilação e arrefecimento da casa.
• Aposte no uso de roupas mais claras e leves.
• Evite a exposição direta ao sol.
• Prefira refeições leves e faça-as com maior frequência ao longo do dia.
A chamada é gratuita.
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