Entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2024, a equipa médica da EMIR (Equipa Médica de Intervenção Rápida) destacada no Porto Santo duplicou o número de intervenções, atingindo 368 em comparação com as 153 registadas no mesmo período do ano passado. Esta atividade crescente, que foi uniforme nos géneros feminino e masculino, deveu-se, não só, ao aumento do número de utentes, que passou de 109 para 260, como também, à necessidade de mais intervenções nos mesmos doentes, fruto da sua permanência na ilha em seguimento pela EMIR e que, de outra forma, teriam sido transferidos. Numa curiosidade estatística refira-se que, a idade média dos utentes diminuiu de 64 anos em 2023 para 58 anos em 2024.
As ativações pelo Centro de Saúde do Porto Santo quase triplicaram, passando de 137 para 296, verificando-se, também, um ligeiro aumento nas ativações pelo CIC-CROS e pelos Bombeiros Voluntários de Porto Santo. Os motivos das intervenções mantiveram o padrão habitual, com um aumento em todas as áreas: médica (de 60 para 153), cirúrgica (de 31 para 59) e trauma (de 13 para 48).
Outro aspeto relevante é o facto de as transferências aeromédicas, por representarem as mais exigentes a nível de preparação das equipas de transporte, dado estarem entregues a si próprias durante o voo, terem passado a ser totalmente garantidas pela EMIR, como equipas mais diferenciadas no suporte ao doente crítico. O maior afluxo de doentes a necessitar de cuidados diferenciados aumenta a probabilidade de haver necessidade de serem observados no Hospital Dr. Nélio Mendonça, devido à limitada disponibilidade de recursos locais. É de realçar que, neste período em análise, houve uma diminuição significativa das transferências aeromédicas da ilha do Porto Santo para a ilha da Madeira, embora com aumento do número de doentes transferidos, o que significa que em muitas viagens o avião transportou mais de um doente, traduzindo numa mais eficiente gestão deste tipo de mobilidade.
A presença da EMIR no Porto Santo é uma medida do Governo Regional para combater a dupla insularidade, o que reforça a capacidade de resposta de apoio médico e promove a emergência pré-hospitalar mais especializada. Esta atividade é feita em estreita colaboração com os diversos agentes de saúde e proteção civil, conseguindo uma maior otimização dos recursos disponíveis nesta ilha.
Tendo iniciado em 2015, a equipa da EMIR, integrada no Serviço de Emergência Médica Regional (SEMER) do Serviço Regional de Proteção Civil, foi progressivamente alargando a sua permanência na ilha do Porto Santo e, desde janeiro de 2023, tem garantido apoio à população, residente e visitante, de forma contínua, 24 horas por dia e 365 dias por ano, em plena articulação com as entidades locais.
À data de hoje, 30 de setembro, existem 729 bombeiros, homens e mulheres, na Região Autónoma da Madeira (RAM).
O Serviço Regional de Proteção Civil informa que dos 729 bombeiros, 173 são profissionais das Associações Humanitárias de Bombeiros, 320 são voluntários, 188 são sapadores (Funchal e Santa Cruz) e 48 são municipais (Machico).
Mais informamos que o dispositivo regional de proteção civil é composto por sete Associações Humanitárias de Corpos de Bombeiros Voluntários/Mistos (Corpo de Bombeiros Voluntários Madeirenses, Corpo de Bombeiros Mistos da Ribeira Brava e Ponta do Sol, Corpo de Bombeiros Voluntários de Santana, Corpo de Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos, Corpo de Bombeiros Voluntário da Calheta, Corpo de Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz e Corpo de Bombeiros Voluntários do Porto Santo), e três são detidos por Câmaras Municipais, Companhia de Bombeiros Sapadores do Funchal, Companhia de Bombeiros Sapadores de Santa Cruz e ainda os Bombeiros Municipais de Machico.
Dos sete corposde Bombeiros detidos por Associações Humanitárias, o maior destaque em efetivo de profissionais vai para o Corpo de Bombeiros Voluntários Madeirenses: 128 bombeiros, dos quais 39 operacionais são profissionais e 89 são voluntários.
O Serviço Regional de Proteção Civil da Região Autónoma da Madeira (SRPC-RAM) renovou com sucesso a certificação do seu Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) no referencial ISO 9001:2015, reafirmando o compromisso com a excelência e melhoria contínua. Certificada desde 2011, esta entidade pública foi novamente reconhecida pela sua dedicação à qualidade por um novo ciclo de três anos.
O processo de auditoria, conduzido pela APCER, destacou vários pontos fortes que comprovam a maturidade e robustez do SGQ implementado pelo SRPC-RAM. Entre os aspetos mais referenciados pela equipa auditora, salientam-se:
Entre as iniciativas de maior relevo, foi salientada a realização de um exercício geral de resposta a emergências, envolvendo diversas entidades regionais, que simulou um sismo de magnitude 8.6 seguido de um tsunami, ocorrido a 22 de maio – Procivex2024. Este exercício foi considerado uma ferramenta essencial para testar e aprimorar o Plano Regional de Emergência de Proteção Civil da Região Autónoma da Madeira.
Além disso, destacaram a certificação de qualidade atribuída pela Direção-Geral da Saúde, com acreditação do IPAC, ao Serviço de Emergência Médica Regional (SEMER) praticada pelo SRPC-RAM, avaliada com o nível “BOM”.
Outro ponto de evolução foi a forte aposta no registo de emergência em tempo real, cujo objetivo é garantir a sua implementação em todas as corporações de bombeiros da RAM até ao final do ano, otimizando assim a intervenção em situações de emergência e socorro de vítimas.
A renovação da certificação ISO 9001:2015 vem, assim, reafirmar o compromisso do SRPC-RAM em promover a excelência operacional, demonstrando uma clara evolução na sua atuação e reafirmando o seu papel crucial na proteção e segurança da Região, cuja missão axial visa prevenir os riscos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, bem como resolver os efeitos decorrentes de tais situações, socorrendo pessoas e protegendo bens patrimoniais, incluindo o património animal e florestal.
No dia 14 de setembro, o Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM esteve presente no Complexo Balnear do Lido, da Frente MarFunchal, E. M., com o objetivo de ensinar manobras de Suporte Básico de Vida (SBV) aos banhistas, nomeadamente os procedimentos a realizar em casos de paragem cardiorrespiratória.
Esta iniciativa contou com a colaboração de dois elementos dos Bombeiros Sapadores do Funchal e três membros da Delegação da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa. Esta equipa, juntamente com o Serviço de Emergência Médica Regional (SEMER) e os Bombeiros Voluntários Madeirenses, ensinou os participantes a realizar compressões torácicas, essenciais para manter a vida até à chegada dos serviços de emergência especializados.
O Serviço Regional pretende, assim, continuar a promover uma cultura de proteção civil junto da população da Região Autónoma da Madeira (RAM), incentivando a adoção de gestos básicos que podem salvar vidas.
Ao longo da última semana, de 2 a 6 de setembro, o Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM (SRPC, IP-RAM), através da Divisão de Serviços de Apoio à Gestão (DSAG), em parceria com a Divisão de Formação (DF) implementou a segunda edição de Formação Interna Para Trabalhadores do SRPC, IP-RAM.
No âmbito das necessidades dos trabalhadores, o SRPC, IP-RAM propôs um leque abrangente de formações com vista a qualificar e capacitar os formandos, assegurando o desenvolvimento contínuo das competências necessárias para a eficiência e eficácia dos serviços prestados em matérias como:
- Regime Geral de Proteção de Dados (RGPD) – 2 de setembro
- Higiene e Segurança no Trabalho (HST) – 3 de setembro
- Regime Geral de Prevenção da Corrupção (RGPC) – 4 e 5 de setembro
- SIADAP – Principais alterações ao Sistema de Avaliação de Desempenho da Administração Pública – 6 de setembro
O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM pretende dar continuidade a estas ações no sentido de aprimorar as competências técnicas e profissionais dos trabalhadores, mas também promover uma cultura de excelência e eficiência no serviço público, garantindo que estejam preparados para enfrentar os desafios atuais e futuros da administração pública.
As formações tiveram uma elevada adesão, e as vagas remanescentes foram disponibilizadas a outros trabalhadores da Administração Pública.
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